Vale do Rio Doce contratará 1.800 e só exige o 2º grau

Extra - RJ - Cláudia Fernandes

20/2/2006

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai abrir este .semestre 1.800 vagas para o curso de formação e qualificação de profissionais com nível médio em todo o país. O programa, que forma técnicos-operacionais para trabalhar em usinas, ferrovias e minas da empresa, vai oferecer no Estado do Rio cerca de cem vagas localizadas em Barra Mansa e Campos. Além do aprendizado, os alunos recebem bolsa de R$ 300 para começar a estudar.

Para participar do programa, é preciso ter no mínimo 18 anos e já ter concluído o ensino médio ou técnico. Os candidatos passam por um processo seletivo com provas de português, redação, matemática e conhecimentos gerais, feita por uma empresa de recursos humanos. Os que forem aprovados serão chamados para o primeiro módulo do curso, oferecido pelo Senai da região onde moram. O curso teórico tem duração de seis meses.

Quando terminam, os alunos são avaliados e passam para a segunda etapa, de mais seis meses de aperfeiçoamento. Ingressam na empresa como contratados para aprenderem a parte prática do ofício. Nesta fase, a bolsa-salário é de R$ 420, mais benefícios.

Depois do curso de qualificação, os funcionários são acompanhados por profissionais de várias áreas até ganharem independência em suas atividades. Ao assumirem os cargos, recebem salário inicial de R$1.400 e já entram para a estrutura de cargos e salários da empresa.


Programa já formou trés mil técnicos

O programa de formação e qualificação de técnicos na Vale do Rio Doce começou em 2001 e já formou cerca de três mil profissionais. Atualmente, dois mil alunos ainda estão em processo formação. De acordo com a gerente geral de desenvolvimento de pessoas, Dayse Gomes, a CVRD investe cerca de R$ R$ 40 milhões na qualificação técnica de profissionais em todo o país.

- Os cursos são parte de um planejamento estratégico para o desenvolvimento de pessoas e contratação de mão-de-obra para os projetos até 2012. Antecipamos a demanda, já que não encontramos jovens qualificados para trabalhar na operação de minas, ferrovias e usinas - explica.

Segundo Regina Bronstein, consultora da área de desenvolvimento de -pessoas, 95% dos alunos são aproveitados.

Fazem parte da mão-deobra mais escassa na área técnica da empresa os técnicos de operação de ferrovias.

- O aperfeiçoamento deles é feito a longo prazo, até chegarem a maquinistas. Assim como os técnicos de minas, que precisamos formar para atender à demanda, principalmente na região Norte - explica Dayse.

Atualmente, a Vale do Rio Doce emprega 21,8 mil funcionários. E a maior empresa privada do país e está em constante expansão. Entre as perspectivas oferecidas aos funcionários, estão a possibilidade de ascensão, uma remuneração de mercado, assistência médica e odontológica, previdência privada e ainda participação nos lucros da empresa.

"Depois do curso, fui contratado. Foi uma benção"

Fabricio Ribeiro 20 anos, técnico operacional de ferrovia

Depois do curso que fiz no Senai, fui contratada com técnico de operações de ferrovias. Recebi acompanhamento e só agora estou fazendo uma escala sozinho. Fui muito abençoado. Agora, a próxima parada será o vestibular, no meio do ano.

O QUE FAZER


INSCRIÇÃO

Os interessados devem acompanhar a divulgação do programa de formação e qualificação da Vale do Rio Doce pelo site www.tradicaoempre-gos.com.br ou pelo telefone (21) 2215-5050.


VAGAS

São 113 vagas disponíveis para técnicos-operacionais em ferrovias para trabalhar em Barra Mansa e Campos.


SELEÇAO

Os candidatos inscritos participarão de um processo seletivo com provas de português, matemática, redação e conhecimentos gerais. As provas são eliminatórias.


CURSO

A primeira etapa tem duração de seis meses. São aulas teóricas realizadas no Senai das regiões onde a empresa está instalada. Quem for aprovado nesta fase fará o curso prático, de mais seis meses, na própria Vale do Rio Doce.


REMUNERAÇÃO

Os alunos começam com uma bolsa de R$ 300 durante a primeira fase do curso. Quando entram na empresa, passam a ganhar uma bolsa-salário de R$ 420. Quando estivem aptos para o ofício, passam a ganhar um salário inicial de R$ 1.400.


BENEFÍCIOS

Além de ingressarem num plano de cargos e salários, os funcionários da CVRD têm direito a alimentação, plano de saúde e plano odontológico, além de plano de previdência privada e ainda bônus de participação nos lucros da empresa.



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