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Em parceria com a USP, Vale cria simulador que reproduz ferrovia
Brasil Econômico-SP
Ana Paula Machado - 8/2
 
Os maquinistas da Vale do Rio Doce (Vale) terão um novo "brinquedinho" a partir de março. A empresa em parceira com a Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um simulador de trens para dar mais realidade e eficiência ao treinamento de seus funcionários.

O equipamento possibilita a reprodução fiel das malhas ferroviárias da Vale em tecnologia 3D e recebeu investimentos da ordem de R$ 2,5 milhões. O gerente geral de Inovação e Desenvolvimento Ferroviária, Gustavo Mucci, afirma que a empresa vai instalar os simuladores nos centros de treinamento nas ferrovias que opera. Ao todo serão 24 equipamentos, sendo oito ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFV), oito na Estrada de Ferro de Carajás (EFC) e na Ferrovia Norte-Sul e outros dois na Ferrovia CentroAtlântica (FCA).

"Na FCA dois equipamentos serão instalados em unidades itinerantes, isso porque a malha da concessionária é muito extensa e passa por quatro estados. Com essa distribuição vamos conseguir cobrir toda a malha da ferrovia", disse o executivo.

Treinamento real

O simulador desenvolvido pela USP promove uma sensação de realidade maior que os equipamentos comprados no exterior. A tecnologia em terceira dimensão permite promover todas as ocorrências que podem acontecer durante uma viagem.

Por meio de um sistema de georreferenciamento (dados geográficos), o simulador também pode criar diferentes malhas ferroviárias, que não existem, e projetar situações de risco como, por exemplo, animais cruzando a linha do trem durante a noite.

O professor e pesquisador da Escola Politécnica da USP, Roberto Spinola, explicou que, com o novo equipamento, foi possível agregar várias tecnologias disponíveis no mercado em uma único software. "Usamos uma plataforma aberta e com isso podemos conhecer também outro tipo de trem. Isso pode ser fundamental para decisões futuras de compra de composições", disse Spinola.

O simulador tem funcionalidades inovadoras, como a leitura de dados georreferenciados (latitude e longitude) que permite determinar, por meio da visão em 3D, todas as características topográficas do relevo da malha ferroviária, como curvas acentuadas e desníveis. Além disso, o equipamento considera, em um ambiente de -realidade virtual, todas as características de um trem, como aderência da roda ao trilho, eficiência da frenagem, de tração e do freio dinâmico, tempo de percurso, consumo de combustível e segurança.

"Os códigos utilizados no simulador foram desenvolvidos no Brasil, o que acaba com a dependência dos sistemas importados. Tanto a Vale quanto a USP acumularam muito conhecimento na área, principalmente no que se refere ao comportamento dinâmico do trem", acrescentou o professor.
 
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