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Funcionária da Vale sorrindo em paisagem verde. Ela veste uniforme verde
da vale, oculos, capacete e protetores auriculares Artefato visual de onda Vale
Barragem sendo descaracterizada e com vegetação ao redor. Barragem sendo descaracterizada e com vegetação ao redor.
Barragem recebendo estrutura de contenção.
Foto: Banco de imagens Vale
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Foto: Banco de imagens Vale

O nosso compromisso é aumentar a segurança das comunidades onde atuamos e proteger o meio ambiente.

Com esse propósito, iniciamos, em 2019, o programa para eliminação de todas as nossas barragens no Brasil que possuem método a montante (apoiadas sobre rejeitos).

O processo é tecnicamente chamado de descaracterização e está previsto na legislação atual de barragens.

Assista ao vídeo

E saiba como essas obras são realizadas e a importância para a segurança das pessoas.
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Entenda o que significa

Confira a lista e entenda o que significa alguns termos técnicos e expressões que usamos no dia a dia das nossas obras.

A

Acesso seguro à barragem

Proteção instalada para que o trabalhador acesse as barragens e possam ser retirados do local em segurança no caso de emergência na estrutura.


B

Barragem

Estrutura utilizada para conter sedimentos ou armazenar rejeitos e água.

Barragem etapa única

Quando a barragem inteira consiste em um único dique, construído de uma só vez.

Barragem linha de centro

Quando a barragem é ampliada em etapas, ao longo de sua vida útil, com diques que se sobrepõem.

Barragem a montante

Tipo de barragem que, ao ser ampliada, os diques ficam apoiados sobre o próprio rejeito.

Barragem a jusante

Tipo de barragem segura e que não é ampliada sobre o próprio rejeito.

Barragem estável

Significa que a barragem está com sua estrutura íntegra e em condição de operar.


C

Canal extravasor / vertedouro

Um canal construído para permitir que a água que fica na superfície da barragem escoe e mantenha a estrutura mais segura. Geralmente, é feito em concreto ou pedras.

Canal central de drenagem

É um canal construído, geralmente em pedras, com objetivo de conduzir a água para fora da barragem e evitar que acumule.

Canal de cintura / Canal periférico

Canais construídos no entorno das barragens, para evitar que a água, como, por exemplo, água da chuva, vá para o interior da barragem.

Cenário de ruptura

Emergência na barragem. Para as estruturas a montante que estão em nível 3 de alerta, já erguemos contenções de rejeitos para aumentar a proteção das comunidades e do meio ambiente, no caso de ocorrer rompimento.

Comportas

É por elas que fazemos o controle do fluxo de água que passa por uma estrutura de contenção. Se há emergência na barragem, as comportas são fechadas e interrompe o fluxo.


D

DCE (Declaração de Condição de Estabilidade)

Documento obrigatório que comprova a estabilidade de uma barragem. As mineradoras precisam enviar a DCE à Agência Nacional de Mineração duas vezes ao ano: em março e em setembro.

Descomissionamento

É quando a operação de uma barragem é encerrada. Não opera mais.

Dique

É uma barragem de pequeno porte.


E

Emboque / desemboque

Local de entrada (emboque) e saída água (desemboque) do canal vertedouro ou extravasor.

Empilhamento drenado

É um método para depositar rejeitos, no qual o material é disposto em forma de pilha com sistema de drenagem interna.

Estrutura de contenção

É uma estrutura implantada abaixo de barragens ou diques para reter os rejeitos em caso de emergência e, dessa forma, reduzir os impactos para a comunidade e o meio ambiente.

Estrutura eliminada

É uma barragem que não apresenta mais risco para a comunidade, após passar por obras que eliminam sua função de reter rejeito, água ou sedimento.

Equipamento não tripulado / operação remota

Caminhão, escavadeira, trator ou outro equipamento que operam sem motoristas na cabine, para garantir segurança para os trabalhadores durante as obras em barragens a montante. O profissional opera o equipamento por meio de controle remoto, em uma sala equipada com câmeras, distante da área de risco da barragem.


F

Fator de Segurança

Parâmetro usado para quantificar a estabilidade de uma barragem.


G

Gabião

É uma estrutura usada para reforço de barragem, contenção de terrenos ou em obras de drenagem. É construído com malhas de fios de aço, preenchidas com pedras.


L

Linha de vida

Proteção implantada na barragem para que sejam realizados serviços essenciais com segurança para o trabalhador. O sistema funciona por meio de duas colunas metálicas nas extremidades da barragem, interligadas por cabos. O trabalhador acessa a barragem com um cinto de segurança acoplado aos cabos e pode ser retirado do local em caso de necessidade.


M

Maciço

É o que chamamos de “corpo” da barragem. Geralmente é construído em terra ou concreto.

Mancha de inundação

É o retrato da região como ela ficaria após o rompimento de uma barragem. Leva em conta a quantidade de material, a possível forma de escoamento e a extensão do rompimento.

Monitoramento

É o controle e a observação permanentes da barragem, por meio de instrumentos, com objetivo de identificar e tratar qualquer alteração na condição da estrutura.


P

Poropressões

É a pressão exercida pela água do reservatório sobre a estrutura da barragem. Monitoramos essa pressão continuamente para manter a segurança das estruturas.

PAEBM (Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração)

Documento técnico elaborado pela mineradora, que define as ações imediatas em casos de emergência com barragens com o objetivo de minimizar danos. No PAEBM estão identificadas as potenciais emergências, estabelecidas as ações a serem executadas e definidos as pessoas e órgãos que deve ser notificados.


R

Rejeito de minério de ferro

Parte da produção de minério que não é processada (utilizada). O material não é tóxico, corrosivo nem inflamável.

Reservatório

Local da barragem usado para a contenção de água, sedimentos ou rejeitos provenientes do processamento de minérios.

Reforço de barragem a montante

Estrutura construída abaixo da barragem para aumentar sua condição de estabilidade.


S

Sondagem

Coleta de amostra do solo para estudo antes da realização de obras de engenharia.

Sump

Uma bacia escavada no terreno para contenção de sedimentos levados pela chuva. É usado como uma das medidas de controle ambiental em locais em obras.


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Fique atualizado sobre a eliminação de barragens

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2022

2021

2021

Estruturas de contenção

Sempre que necessário, construímos estruturas de contenções para algumas das barragens a montante que serão eliminadas e que apresentam maior grau de risco.

Elas são construídas para proteger as comunidades e o meio ambiente em áreas próximas às obras de descaracterização das barragens Sul Superior (Barão de Cocais), B3/B4 (Nova Lima), Forquilhas I, II, III e Grupo (Ouro Preto-Itabirito), e dos diques Minervino e Cordão Nova Vista (Itabira).
Construção de estruturas de contenção em barragem que será eliminada. Construção de estruturas de contenção em barragem que será eliminada. Foto: Banco de imagens Vale
Onda

Conheça as obras por município

Minas Gerais

Congonhas

Selecione uma das barragens abaixo para mais informações

Minas Gerais

Mariana

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Minas Gerais

Santa Bárbara

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Minas Gerais

Barão de Cocais

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Minas Gerais

Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba

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Cronograma das obras

Eliminaremos 30 estruturas a montante até 2035, a fim de garantir que rompimentos como o de Brumadinho não voltem a ocorrer e possamos ser uma empresa cada vez mais segura. Conheça o cronograma:
Tratores em obras na eliminação de barragens

Foto: Banco de imagens Vale

Status da descaracterização

Clique nas estruturas e veja o prazo de finalização da obra e passe para o lado para conferir outras estruturas
Estrutura / Cidade 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2035
Barragem Sul Superior | Barão de Cocais
Barragem Doutor | Ouro Preto
Barragem Campo Grande¹ | Mariana
Barragem Xingu | Mariana
Barragem B3/B4² | Nova Lima
Barragem 8B | Nova Lima
Barragem Vargem Grande | Nova Lima
Dique auxiliar B5 | Nova Lima
Barragem Fernandinho | Nova Lima
Barragem Grupo | Ouro Preto
Estrutura / Cidade 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2035
Barragem Forquilhas I | Ouro Preto
Barragem Forquilhas II | Ouro Preto
Barragem Forquilhas III | Ouro Preto
Barragem Baixo João Pereira | Congonhas
Barragem Área IX | Ouro Preto
Dique Minervino | Itabira
Dique Cordão Nova Vista | Itabira
Dique 2 da barragem do Pontal | Itabira
Dique 3 da barragem do Pontal | Itabira
Dique 4 da barragem do Pontal | Itabira
Estrutura / Cidade 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2035
Dique 5 da barragem do Pontal | Itabira
Dique Conceição 1A | Itabira
Dique Conceição 1B | Itabira
Empilhamentos Vale das Cobras | Rio Piracicaba
Empilhamentos Monjolo | Santa Bárbara
Dique Ipoema | Itabira
Dique Rio do Peixe | Itabira
Dique 2 | Kalunga
Dique 3 | Kalunga
Pondes de Rejeitos³ | Igarapé Bahia Dam

Desenvolvimento de engenharia/ações preliminares

Obras de descaracterização em andamento

Estruturas eliminadas (descaracterizadas)

Passe para o lado para conferir outras estruturas

1 Campo Grande: Devido a necessidade de implantação de instrumentos, sondagens e estudos de engenharia complementares a data de conclusão de Campo Grande mudou de 2025 para 2026.

2 B3/B4: Em função de uma produtividade acima do esperado alcançada com os equipamentos não tripulados, das condições do rejeito e baixo impacto das operações na estabilidade da barragem observadas até o momento somadas a uma redução no volume de rejeito a ser removido, devido aos avanços dos estudos de engenharia, há uma tendência para 2025.

3 Pondes de Rejeitos: Concluída em 2021 – Oficializada em 2022

Tecnologia, inovação e segurança

Estamos sempre inovando na adoção de tecnologias que promovam a segurança das pessoas. Também realizamos uma série de ações com objetivo de diminuir os impactos das obras para a comunidade e controlar riscos das operações.

Equipamentos não tripulados

Operação de veículos de forma remota e fora da área de risco, o que aumenta a segurança dos empregados.

Acesso seguro às barragens

Uso de equipamentos para proteger as equipes durante atividades em áreas de risco das barragens.

Sondagem remota

Operação remota de sonda para investigação do rejeito e obtenção de dados geotécnicos das estruturas.

Remoção de rejeitos

Uso de equipamentos de terraplanagem não tripulados (operação remota), permitindo desmontar alteamentos e retirar o material por dragas (em estudo).
Tela de computador exibindo imagens das câmeras das operações de eliminação das barragens Tela de computador exibindo imagens das câmeras das operações de eliminação das barragens Foto: Banco de imagens Vale
Onda

Monitoramento

A Vale monitora suas barragens 24 horas por dia, no Centro de Monitoramento Geotécnico, o que garante que essas etapas de construção sejam realizadas de forma segura para todos os envolvidos nas obras e as comunidades.
Equipe do Centro de Monitoramento Geotécnico monitorando as barragens da Vale por meio de computadores Equipe do Centro de Monitoramento Geotécnico monitorando as barragens da Vale por meio de computadores Foto: Banco de imagens Vale
Onda
Livro

Perguntas frequentes

Descaracterização é o ato de intervir na estrutura com o objetivo de fazê-la perder por completo as características de barragem. Ao final das obras, a estrutura fica totalmente estável e é reincorporada ao relevo e ao meio ambiente.

Já o descomissionamento é a etapa inicial do processo de descaracterização, que se inicia com a confirmação de que a barragem já não é mais necessária no contexto operacional do empreendimento e, portanto, poderá ser desativada ou descaracterizada.
O rejeito será disposto em cavas exauridas e em pilhas de estéril e de rejeitos
A Vale vem adotando todas as medidas necessárias para aumentar a segurança e minimizar os riscos decorrentes das intervenções relativas ao processo de descaracterização. No caso das obras de descaracterização para barragens, por exemplo, são estudadas alternativas como uso de equipamentos não tripulados (trator, escavadeiras, caminhões, entre outros tipos de equipamentos) com operação por acionamento remoto; helicóptero e teleférico de carga para acesso às áreas de risco. O objetivo é não colocar pessoas em área de riscos.
É importante frisar que o projeto de descaracterização tem como objetivo fazer com que a estrutura perca por completo as características de barragem. Ou seja, ao final das obras, as estruturas ficarão totalmente estáveis e reincorporadas ao relevo e ao meio ambiente. Em alguns casos, poderá permanecer rejeitos residuais, que não comprometerão a estabilidade do terreno onde havia a barragem.
Sim. Regularmente, compartilhamos comunicados sobre status das obras e novas ações que serão iniciadas e medidas para mitigar reduzir impactos para as pessoas. Também há, para barragens em obras com comunidades evacuadas, um calendário de reuniões e visitas às obras, acordado com representantes das comunidades e Ministério Público de Minas Gerais.
A eliminação de barragens construídas a montante (sobre rejeitos ou sedimentos) é um compromisso assumido pela Vale desde o rompimento em Brumadinho, em 2019, além de ser uma obrigação legal. O rompimento provocou uma mudança na gestão de barragens da empresa para garantir mais segurança para suas estruturas e comunidades e o Programa de Descaracterização é um dos principais marcos dessa gestão, com objetivo de que nada parecido volte a acontecer. A primeira estrutura eliminada foi a barragem 8B (Mina Águas Claras, em Nova Lima-MG), em dezembro de 2019.
É importante para aumentar a segurança das comunidades que vivem nas proximidades dessas estruturas e das nossas operações. Ao perder a função de reter água, rejeito ou sedimentos, a estrutura deixa de representar risco de acidentes como o que ocorreu, em 2019, na barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.
As comunidades localizadas na ZAS permanecerão fora de suas casas até o término da obra. Quando não houver mais risco de ruptura das barragens, as pessoas poderão retornar, se assim desejarem.
O processo para eliminar uma barragem é complexo e qualquer intervenção pode representar incrementos de riscos. Em função disso, a empresa já realizou diversas ações preventivas, entre as quais a retirada de todos os moradores das Zonas de Autossalvamento (ZAS) e a construção de estruturas de contenção abaixo dessas barragens em nível alerta mais alto, com objetivo de reduzir impactos socioambientais em caso de emergência. As obras são executadas de forma gradual, com monitoramento e avaliações constantes dos resultados, no sentido de reduzir riscos. Em caso de necessidade, as atividades são imediatamente interrompidas.
Como as obras são emergenciais, os projetos podem ser iniciados de imediato, conforme previsto em lei, com posterior regularização ambiental. Os documentos relativos à regularização ambiental e respectivos estudos são entregues ao órgão ambiental.
Em alguns casos, é possível. Mas destacamos que o uso futuro das áreas é um processo que se dará com o avanço das discussões entre a empresa, a sociedade e o Poder Público.
A descaracterização ou eliminação de uma estrutura a montante é um processo complexo e pode demorar para ser concluído para que seja executado com os devidos cuidados com a segurança. Cada projeto tem características e desafios próprios e todos têm como premissa a segurança das pessoas e do meio ambiente. Todas as ações são acompanhadas e recebem suporte de consultores externos, autoridades e auditores técnicos das autoridades.